

Vozes do Brasil
Para celebrar os 200 anos de independência do Brasil, o Apple Music reúne aqui o melhor da música nacional. Os principais gêneros e movimentos musicais - MPB, forró, funk, sertanejo, pop, samba e muito mais - estão representados com playlists e álbuns essenciais especialmente selecionados pelos nossos editores para dar um panorama abrangente da produção do país, também disponível em Áudio Espacial. Role a página e descubra a riqueza e a diversidade da nossa música.
MPB
Nos anos 1960, movimentos como a bossa nova e o tropicalismo deram corpo e alma à MPB, gênero que combina o tradicional e o moderno e se mantém relevante até hoje. Artistas veteranos como Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil permanecem potências criativas lado a lado com novos nomes influenciados por eles, como Anavitória, Mahmundi, Silva e Tiago Iorc. A voz feminina é particularmente marcante na MPB. Maria Bethânia, Gal Costa, Marisa Monte, Ana Carolina e Elis Regina, só para citar algumas, são cantoras excepcionais.
Sertanejo
O sertanejo se estabeleceu como um dos gêneros mais populares do Brasil, com shows e festivais para dezenas de milhares de pessoas. Da tradicional música caipira, passando pelo sertanejo universitário até a sofrência e o sertanejo pop, o gênero demonstra uma incrível capacidade de adaptação. Duplas clássicas, como Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano, se juntam a nomes do calibre de Henrique & Juliano, Jorge & Mateus e Gusttavo Lima. Mari Fernandez e Zé Felipe, nomes novos da cena, combinam o sertanejo com diversas sonoridades, como forró, piseiro e música eletrônica.
Samba e pagode
Samba, para muitos, é sinônimo de Brasil. É música de festa, de carnaval, mas também da poesia de Cartola e de Paulinho da Viola e do romantismo do pagode dos anos 1990. O pagode contemporâneo evoluiu e tornou-se mais pop na voz de grandes cantores como Thiaguinho, Mumuzinho, Dilsinho e Ferrugem. Grupos de sucesso como Atitude 67 e Menos É Mais combinam a tradição do fundo de quintal com gêneros aparentemente distintos, mas que se casam bem com o samba, como o sertanejo e o reggae.
Pop nacional
O pop nacional – uma esponja imensa que absorve gêneros variados como funk, rock, pagode, trap e MPB – desfruta de imenso sucesso há décadas. Artistas como Anitta e Pabllo Vittar hoje extrapolam fronteiras e caminham para uma sólida carreira internacional, com turnês lotadas e colaborações com grandes nomes do pop global. Cantoras de peso como IZA, Luísa Sonza, LUDMILLA, Gloria Groove e GIULIA BE são nomes frequentes nas principais paradas – todas apoiadas por uma fervorosa legião de fãs nas redes sociais.
Baile funk
Nos anos 1980, o funk usava a sonoridade do Miami Bass para sacudir as comunidades do Rio de Janeiro, mas há muito tempo esse ritmo deixou de ser só carioca. Hoje o funk se desenvolve no Brasil inteiro, principalmente de modo independente, com subgêneros como brega, rave, ostentação, o acelerado 150 BPM e até funk consciente – e o seu oposto, o proibidão. É do funk que vieram duas das mais notáveis cantoras pop da atualidade: Anitta e LUDMILLA. Além disso, o funk tem uma capacidade infinita de se misturar com naturalidade a outros gêneros, como o sertanejo, o pop e o pagode.
Rock nacional
O rock nacional começou ingênuo e rebelde com a jovem guarda nos anos 1960, experimentou a psicodelia sob influência do tropicalismo e tornou-se progressivo nos anos 1970. Na década de 1980, o chamado BRock ganhou o mainstream ao refletir uma juventude vibrante e sedenta por democracia, com bandas como Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana. O heavy metal, sempre com um público cativo no país, tornou-se mais popular com o Sepultura nos anos 1990, década que também trouxe grandes nomes como Skank. Pitty, Scalene, Maglore e Far From Alaska são alguns dos nomes que representam a diversidade do rock nacional contemporâneo.
Forró
Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e Alceu Valença, além de Luiz Gonzaga, o rei do baião, são alguns dos principais nomes do forró, gênero tipicamente brasileiro que por muito tempo ficou restrito ao nordeste e às festas juninas. De uns anos para cá, o forró tradicional passou por uma renovação, sob influência do brega e do sertanejo, e hoje é ouvido o ano todo de norte a sul do país, graças a artistas como Os Barões da Pisadinha e o cantor pernambucano João Gomes, que popularizam o piseiro.
Rap nacional
O rap nacional começou a caminhada nos anos 1980 com um forte discurso social. Os Racionais MC’s – até hoje uma referência de peso – explodiram nos anos 1990 e mostraram o retrato da periferia de São Paulo para a classe média. Rappers como Emicida, Baco Exu do Blues, Djonga e BK ampliaram o alcance do gênero com uma abordagem mais diversificada. Mais recentemente, o trap, subgênero do rap, tem se tornado cada vez mais popular no Brasil, liderado por artistas como L7nnon, Matuê, Filipe Ret e Teto.
Música indígena
Uma nova geração de artistas brasileiros está levando a tradição indígena para o rap, a MPB e outros gêneros. Artistas como a cantora e ativista Katu Mirim, o grupo guarani-kaiowá Brô MC’s e o rapper Kunumi MC mostram a força e a resistência de um dos gêneros mais relevantes da música brasileira.