

Com uma abertura que poderia estar numa compilação de EDM, o rapper paulistano Rico Dalasam abre seu álbum de estreia mostrando que a tônica da obra é seguir a tendência de aumentar o volume das pistas até o limite. São os chimbais de trap, os sintetizadores agudos, as alterações de andamento herdadas do dubstep, os amplos espaços abertos entre as rimas, a reverberação da voz e a ausência de samples tradicionais que fazem do álbum um produto do seu tempo. Em Orgunga, o hip-hop alternativo se apresenta como força criativa do mainstream.