Acerca de

O rock é um dos géneros que mais se transforma, criando sempre novas vertentes, mas mantendo a sua essência. Entre os artistas que escreveram os primeiros capítulos da história do rock estão nomes conhecidos mundialmente, como Chuck Berry, Little Richard e Elvis Presley. Já na década de 60, as suas possibilidades estéticas foram amplamente exploradas graças à grande quantidade de bandas britânicas que inundaram o mercado norte-americano, lideradas pelos Beatles e Rolling Stones, e também ao enorme talento de norte-americanos como Jimi Hendrix e Bob Dylan. Novas metamorfoses viriam na década de 70, com as orquestrações sofisticadas do rock progressivo dos Yes e Pink Floyd; com a distorção pesada do hard rock de AC/DC e Van Halen; e a revolta punk dos Sex Pistols e Ramones. Na década de 80, todo o glamour e exagero do glam rock dos Poison e de Bon Jovi; os vocais agudíssimos do heavy metal dos Iron Maiden e Judas Priest; e a independência do indie rock dos The Smiths e New Order. A chegada da década de 90, trouxe a angústia juvenil do grunge de Nirvana e Pearl Jam; e consolidou-se a diversidade do rock alternativo.

Como é que bandas tão diferentes como os Beatles e os Iron Maiden possam ser postas em categorias relativamente próximas e possam ser descritas como “bandas de rock”? É difícil dizer com certeza, mas talvez a resposta esteja na energia jovem, talvez até adolescente, que emana do som das guitarras e baterias. Dessa euforia contagiante que vibra dentro de todas as músicas que marcaram a história do género, dessa força que parece congelar o tempo e preservar a juventude do próprio artista, criando uma obra de arte que supera o tempo e renasce sempre que uma nova geração de jovens a escuta pela primeira vez.