Notas dos editores Para um álbum tão delicado e discreto, a estreia do The xx teve um impacto profundo e indelével. O som dos londrinos que mistura gêneros — suavemente, combinando de forma eficiente o assombroso indie pop com dubstep e R&B — parecia genuinamente novo e ousado em 2009. Em pouco tempo, porém, o minimalismo pesado do álbum começou a ecoar pelo pop, hip-hop e R&B. Rihanna sampleou “Intro” em “Drunk on Love” em 2011, mesmo ano em que Drake remodelou “I’ll Take Care of U”, de Gil Scott-Heron e produzida por Jamie xx, como “Take Care”. A economia sonora e a atmosfera intimista de xx tão frequentemente reproduzidas, foram criadas tanto pelas circunstâncias quanto por necessidade. Os integrantes da banda — Jamie xx (sobrenome Smith), Romy Madley Croft, Oliver Sim e Baria Qureshi, que deixou o grupo — tentavam simplesmente compor músicas que pudessem tocar no palco. “As pessoas perguntavam: ‘Por que é tão simples e tão minimalista?’”, diz Romy Madley Croft a Matt Wilkinson, do Apple Music. “Eles achavam que estávamos buscando uma estética voluntariamente minimalista. Mas na verdade, nós só queríamos que as nossas músicas fossem simples o bastante para que pudéssemos tocá-las ao vivo, já que ainda estávamos aprendendo a tocar os nossos instrumentos.”

“Eu me sentia um grande impostor”, acrescenta Sim. “Pois as pessoas falavam coisas do tipo, ‘Uau, vocês devem ter se restringido bastante para que a sua música dê tanta impressão de espaço.’ E a gente pensava: ‘Tem espaço na nossa música?’”

Sem aquele espaço e aquele silêncio, a vulnerabilidade e a proximidade dos duetos de Romy Madley Croft e Oliver Sim poderiam se perder. Ouvir xx é como escutar escondido a conversa de um casal na madrugada — o que é bem interessante se nos damos conta do processo de criação de suas primeiras composições. “Muitas das nossas músicas foram compostas no iChat, só por que não queríamos estar na mesma sala”, diz Oliver Sim. “Era mais para evitar o contato visual. Eu e Romy não cantávamos muito alto. Não fazia sentido fazer um som gigantesco que não poderíamos encarar.” Apesar de seus aspectos pessoais, as músicas de xx alcançaram um grande público, chegando até a conquistar o disco de platina no Reino Unido e o Mercury Prize em 2010. “Quando encontramos com nossos fãs, raramente eles nos perguntam: ‘De que se trata essa música?’. Normalmente eles nos dizem: ‘Esta música significa isso para mim por conta disso’”, comenta Sim. “Esta foi uma regra que nós criamos desde o início: criar faixas que fossem bem universais. Sem tempo, sem lugar, sem ele ou ela.”

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