15 Músicas, 48 minutos

NOTAS DOS EDITORES

“Quero trazer o lado humano para algumas das músicas que nos fazem dançar a noite inteira em clubes noturnos”, disse Jax Jones ao Apple Music. “Há uma profundidade nessas músicas elas também contam histórias — assim como as faixas de alguns outros cantores e compositores.” Enquanto colecionava indicações para o BRIT e o GRAMMY e se estabelecia no topo das paradas pela Europa, ele exibia um talento incomum para melodias instantâneas e batidas que funcionam como convites irresistíveis para a pista de dança. No entanto, ele também sabe que são as emoções que uma música provoca, além das histórias que ela conta, que ficam com ouvinte muito depois que a noite acaba. Reforçando o EP Snacks, de 2018, com seis novas faixas, esta é uma coleção triunfante de house, pop, R&B e muita diversão. Aqui o londrino revela as histórias por trás das músicas, faixa a faixa.


“House Work” (feat. Mike Dunn & MNEK)
“Eu queria fazer uma ode à house music, e foi bastante impressionante ter uma lenda da house como Mike fazendo o que ele faz de melhor em um álbum meu. Ele só mandou dos Estados Unidos os vocais gravados por ele mesmo. Dá para ouvir os cliques do teclado quando ele pressiona a barra de espaço para interromper a gravação. Estava meio tosco, mas funciona.”


“Jacques” (with Tove Lo)
“Essa foi só uma tiração de onda. Tudo que a Tove faz é super artístico. Ela pensa no público, mas pensa primeiro em sua expressão artística. O que eu admiro bastante, pois este não é muito o meu estilo. Como produtor, penso muito no público, então foi divertido aprender isso com ela. Toda a linha de baixo da música é feita praticamente ao vivo. Não foi planejado —simplesmente toquei durante a faixa toda e editei no final, depois adicionei alguns sons sem muito reverb e fiz parecer um pouco mais ríspido. Eu acho que combinou com o lado divertido da Tove. Ela disse: ‘Meus vocais não soam muito bem, mas eu gosto!’”


“You Don’t Know Me” (feat. RAYE)
“Eu nunca tinha feito uma faixa com um sucesso tão grande quanto esta, estou começando a me dar conta. Fico admirado com esta música, ela é uma como uma faca de dois gumes. Por um lado eu amo ter conseguido colocar todas as minhas influências em uma só música. Eu adoro o lado mais underground da house brilhando em um enorme sucesso — bem, na verdade não é super underground, mas ele tem um sample do Booka Shade [dupla de house alemã]! E combinar isso com melodias e abordagens do R&B — até mesmo do rap — nas letras de RAYE, tem tudo a ver comigo. O outro lado é querer ter outra música que seja tão bem-sucedida quanto esta mundialmente. Tento me lembrar da abordagem sincera e ingênua que tive nesta faixa. Eu ainda sou apaixonado por ela e como ela agita a galera em qualquer lugar do mundo.”


“Harder” (with Bebe Rexha)
“Esta foi uma das poucas músicas do álbum que não compus diretamente com o intérprete. A mensagem principal girava em torno do empoderamento feminino na cama e nos relacionamentos, por isso a Bebe parecia ser a pessoa perfeita para ela. Eu a conheço há anos e a encontrei de uma maneira bem showbiz: fui levado até seu camarim no backstage de um festival. Ela fala muito rápido e pode dar a impressão que ela está te dispensando. Na hora pareceu que ela tinha acabado de me expulsar do camarim [risos]. Mas nós mantivemos contato, ela ouviu a faixa, adorou e foi para Londres gravá-la. A música foi composta com Steve Mac e Camille Purcell. Steve me desafiou no primeiro dia: ‘Como soaria uma música da Katy Perry produzida por Jax Jones? ‘Acredito que esta faixa é a resposta.”


“Ring Ring” (feat. Mabel & Rich The Kid)
“O que eu adoro na Mabel, além de sua voz e seu talento, é a sua grande tenacidade. Muitas pessoas desistem, colocam o ego em primeiro plano ou ficam superemotivas, mas ela simplesmente segue o fluxo. Tivemos um primeiro dia bem divertido, mas improdutivo. No final do segundo dia, e depois de muita conversa, ela estava cantando acompanhada dos acordes de piano que tínhamos e nos apresentou um freestyle de 30 minutos. Eu sabia que já tínhamos o refrão, então fiz com que ela trabalhasse em certos trechos específicos enquanto ela fazia o freestyle. Depois eu só editei. Esta faixa é um momento de muito orgulho, pois a partir daí ela foi para ‘Don’t Call Me Up’ e 'Mad Love' e isso ajudou a moldar a sua sonoridade. Uma coisa é ser artista, outra é tentar afetar positivamente as carreiras de outras pessoas. Ela é a minha parceira. Ainda temos muitas músicas para fazer juntos.”


“Instruction” (feat. Demi Lovato & Stefflon Don)
“É um sonho para mim fazer faixas de pop alternativo como esta. Quando trabalho com uma estrela como Demi Lovato, gosto de colocá-la fora de contexto. E ela foi incrível — ela está cantando em patois no segundo verso! Lembro-me do pré-refrão, que é assim: ‘Armani, Moschino’. E, quando ela me devolveu, tinha pronunciado Moschino com som de ‘k’ que me disseram que é a maneira americana de pronunciá-lo. Então eu tive que dizer: ‘Ei, assim não soa muito bem, Demi. Você precisa pronunciar da maneira que falamos aqui.’ Depois incluímos Stefflon Don no coquetel. A música começou como uma brincadeira entre eu e MNEK quando a escrevemos — como se fosse um ‘Cha Cha Slide’, de 2017. Se eu fosse refazê-la eu mudaria a coreografia do vídeo. Eu queria algo realmente simples que todos pudessem entender. Eu preciso fazer uma outra música que também seja corporal.”


“Play” (with Years & Years)
“Olly [Alexander, vocalista do Years & Years] e eu temos as mesmas influências. Lembro que o primeiro verso que ele criou foi ‘How long ‘til you play me the song? [Quanto tempo até você tocar a música para mim?]’ Eu tive que parar um instante, pois achei que era de uma música da Sophie Ellis-Bextor!”


“100 Times”
“Os vocais do MNEK são insanos. Eu queria abordar esta música como uma faixa de clube, então perguntei se ele se importava em não ser creditado — e ele aceitou numa boa. Eu já tinha o refrão há muito tempo e estava tentando melhorá-lo há alguns anos com alguma vibe R&B. E a faixa ganhou vida com os vocais de MNEK. Estou trabalhando numa bela ‘club version’ no momento. Ah, e o sample logo no início é de Eyes Wide Shut. Ele diz: ‘I know I can’t be here, you just have to accept that’ [Eu sei que não posso estar aqui, e você precisa aceitar isso]. Acho que essa frase resume a vibe.”


“Breathe” (feat. Ina Wroldsen)
“Tivemos algum sucesso anteriormente com ‘Text From Your Ex’ para Tinie Tempah e, quando nos reunimos novamente, escrevemos o refrão para esta música. Mas lembro que levamos cinco horas e uma garrafa de vinho para conseguir realizá-lo. Nós fizemos o refrão e então [Ina] foi embora. Eu soube instantaneamente que o caminho era aquele, então o segui implacavelmente. Ela me enviava material da Noruega, mas eu estava achando eles muito sérios. ‘Ninguém quer dançar esse tipo de letra, Ina!’ Estávamos discutindo muito, então eu voei para a Noruega para terminar a faixa com ela. Ela é bem séria no estúdio, e com uma sinceridade norueguesa muito direta. Não me surpreende que ela seja a jurada malvada na versão norueguesa de X Factor! Mas ela é um gênio e eu aprendi bastante com ela, especialmente sobre o poder dos ganchos fonéticos. Eles são realmente importantes, cara, quando você quer que as coisas alcancem o mundo todo.”


“Cruel”
“Esta música se revelou de forma surpreendente. Eu acreditava que seria a música mais ignorada do álbum! Escrevi a faixa com Madison Love e Brett McLaughlin, além de Mark Ralph, que é meu braço direito. Inicialmente estávamos compondo uma música bastante pop, mas depois, nós voltamos a investir no vocal e de repente ela começou a ficar muito sombria. Foi aí que se tornou emocionante para mim. É uma musiquinha bem estranha: fala sobre ser horrível com o seu parceiro — mas de alguma forma isso parece um pouco atraente. É o nosso hit dominatrix. O hit sádico.”


“All Day and Night (Jax Jones & Martin Solveig Present Europa)” (with Martin Solveig & Madison Beer)
“Martin Solveig é um ícone. Eu simplesmente não conseguia acreditar que estava no estúdio e o cara estava lá me escutando. Na verdade a gente trabalha de maneira muito parecida —procurando sons interessantes e tentando criar algo a partir de um som bem obscuro. Esta é uma amostra da nossa banda em ação. Ele me ensinou a ser um DJ na Europa, pois antes de conhecê-lo eu não fazia shows muito legais. Na Europa é preciso ser mais rápido. Eles não têm um histórico de house como o nosso no Reino Unido, por isso eles querem ganchos mais longos e mais material comercial. Eu aprendi a ter mais pegada. Madison foi a cereja do bolo, mas eu me lembro quando ela perguntou pelo FaceTime se ela poderia mudar o tom. Martin falou: ‘Madison, você não pode fazer isso, senão vai mudar a música. Eu trabalhei com a Madonna num álbum inteiro e ela queria mudar o tom em todas as faixas. Eu disse não. Você precisa confiar em mim.’ E Madison confiou.”


“One Touch” (with Jess Glynne)
“Esta música significa muito para mim. Eu até tentei fazer com que Jess a cantasse no meu casamento. Na adolescência, eu pagava as contas tocando música gospel ao violão nas igrejas, por isso que colocar esse sentimento e essas inspirações em uma música foi importante para mim.”


“All 4 U”
“Sou eu cantando nesta música! Bem, somos um grupo cantando. Tratei o vocal como um vocal no estilo Hot Chip, que funciona como um complemento na música. É realmente especial. Nós escrevemos a faixa para um dos meus melhores amigos, cujo pai faleceu de repente. Em toda boa dance music, você tem uma vibe melancólica que é animada ao mesmo tempo. Eu acho que conseguimos alcançar isso nela. Também é esquisita — emotiva e bem piegas, mas também parece uma ‘lad song’. Tipo, nós quatro estávamos ao redor de um microfone, mandando ver, nos divertindo. Tem aquela pegada ‘pode chorar, cara, não se reprima’. Por baixo do nosso exterior duro, somos todos ursinhos de pelúcia.”


“This Is Real” (with Ella Henderson)
“Então, saca o seguinte: minha mulher foi a babá de Ella em Grimsby! Então, eu compus esta música com Ella anos atrás, mas foi uma situação esquisita. Eu não era ninguém e ela tinha apenas ‘Ghost’ e estava na Syco, que não permitia que ela a lançasse. Então peguei a faixa e [o single de 2015] ‘Yeah Yeah Yeah’ e assinei o contrato com a Polydor. Eles conseguiram convencer Selena Gomez a fazer o vocal — e ficou insano. Seria um grande momento: Selena em uma faixa de house e soando como uma diva. Você nunca ouviu Selena assim —10 segundos vazaram e seus fãs enlouqueceram. Mas ficou complicado e não rolou, apesar de ela ter amado. Fechar esse ciclo com Ella também é fantástico, e esta faixa merece atenção. É um refrão tão grande — nada no álbum se parece com ela. A faixa soa como a Inglaterra, e eu a adoro por causa disso.”


“Tequila Time (Outro)”
“Queria agradecer às pessoas certas, mas também dar a você algo para curtir através de um pedido de desculpas! É difícil agradecer de modo acertado sem parecer indulgente! Ou seja, eu não sou tão ruim quanto Kanye em ‘Last Call’, que dura 12 minutos, mas também não tenho nenhuma história épica envolvendo JAY-Z…”

Conselhos parentais - conteúdo explícito Masterização Digital Apple

NOTAS DOS EDITORES

“Quero trazer o lado humano para algumas das músicas que nos fazem dançar a noite inteira em clubes noturnos”, disse Jax Jones ao Apple Music. “Há uma profundidade nessas músicas elas também contam histórias — assim como as faixas de alguns outros cantores e compositores.” Enquanto colecionava indicações para o BRIT e o GRAMMY e se estabelecia no topo das paradas pela Europa, ele exibia um talento incomum para melodias instantâneas e batidas que funcionam como convites irresistíveis para a pista de dança. No entanto, ele também sabe que são as emoções que uma música provoca, além das histórias que ela conta, que ficam com ouvinte muito depois que a noite acaba. Reforçando o EP Snacks, de 2018, com seis novas faixas, esta é uma coleção triunfante de house, pop, R&B e muita diversão. Aqui o londrino revela as histórias por trás das músicas, faixa a faixa.


“House Work” (feat. Mike Dunn & MNEK)
“Eu queria fazer uma ode à house music, e foi bastante impressionante ter uma lenda da house como Mike fazendo o que ele faz de melhor em um álbum meu. Ele só mandou dos Estados Unidos os vocais gravados por ele mesmo. Dá para ouvir os cliques do teclado quando ele pressiona a barra de espaço para interromper a gravação. Estava meio tosco, mas funciona.”


“Jacques” (with Tove Lo)
“Essa foi só uma tiração de onda. Tudo que a Tove faz é super artístico. Ela pensa no público, mas pensa primeiro em sua expressão artística. O que eu admiro bastante, pois este não é muito o meu estilo. Como produtor, penso muito no público, então foi divertido aprender isso com ela. Toda a linha de baixo da música é feita praticamente ao vivo. Não foi planejado —simplesmente toquei durante a faixa toda e editei no final, depois adicionei alguns sons sem muito reverb e fiz parecer um pouco mais ríspido. Eu acho que combinou com o lado divertido da Tove. Ela disse: ‘Meus vocais não soam muito bem, mas eu gosto!’”


“You Don’t Know Me” (feat. RAYE)
“Eu nunca tinha feito uma faixa com um sucesso tão grande quanto esta, estou começando a me dar conta. Fico admirado com esta música, ela é uma como uma faca de dois gumes. Por um lado eu amo ter conseguido colocar todas as minhas influências em uma só música. Eu adoro o lado mais underground da house brilhando em um enorme sucesso — bem, na verdade não é super underground, mas ele tem um sample do Booka Shade [dupla de house alemã]! E combinar isso com melodias e abordagens do R&B — até mesmo do rap — nas letras de RAYE, tem tudo a ver comigo. O outro lado é querer ter outra música que seja tão bem-sucedida quanto esta mundialmente. Tento me lembrar da abordagem sincera e ingênua que tive nesta faixa. Eu ainda sou apaixonado por ela e como ela agita a galera em qualquer lugar do mundo.”


“Harder” (with Bebe Rexha)
“Esta foi uma das poucas músicas do álbum que não compus diretamente com o intérprete. A mensagem principal girava em torno do empoderamento feminino na cama e nos relacionamentos, por isso a Bebe parecia ser a pessoa perfeita para ela. Eu a conheço há anos e a encontrei de uma maneira bem showbiz: fui levado até seu camarim no backstage de um festival. Ela fala muito rápido e pode dar a impressão que ela está te dispensando. Na hora pareceu que ela tinha acabado de me expulsar do camarim [risos]. Mas nós mantivemos contato, ela ouviu a faixa, adorou e foi para Londres gravá-la. A música foi composta com Steve Mac e Camille Purcell. Steve me desafiou no primeiro dia: ‘Como soaria uma música da Katy Perry produzida por Jax Jones? ‘Acredito que esta faixa é a resposta.”


“Ring Ring” (feat. Mabel & Rich The Kid)
“O que eu adoro na Mabel, além de sua voz e seu talento, é a sua grande tenacidade. Muitas pessoas desistem, colocam o ego em primeiro plano ou ficam superemotivas, mas ela simplesmente segue o fluxo. Tivemos um primeiro dia bem divertido, mas improdutivo. No final do segundo dia, e depois de muita conversa, ela estava cantando acompanhada dos acordes de piano que tínhamos e nos apresentou um freestyle de 30 minutos. Eu sabia que já tínhamos o refrão, então fiz com que ela trabalhasse em certos trechos específicos enquanto ela fazia o freestyle. Depois eu só editei. Esta faixa é um momento de muito orgulho, pois a partir daí ela foi para ‘Don’t Call Me Up’ e 'Mad Love' e isso ajudou a moldar a sua sonoridade. Uma coisa é ser artista, outra é tentar afetar positivamente as carreiras de outras pessoas. Ela é a minha parceira. Ainda temos muitas músicas para fazer juntos.”


“Instruction” (feat. Demi Lovato & Stefflon Don)
“É um sonho para mim fazer faixas de pop alternativo como esta. Quando trabalho com uma estrela como Demi Lovato, gosto de colocá-la fora de contexto. E ela foi incrível — ela está cantando em patois no segundo verso! Lembro-me do pré-refrão, que é assim: ‘Armani, Moschino’. E, quando ela me devolveu, tinha pronunciado Moschino com som de ‘k’ que me disseram que é a maneira americana de pronunciá-lo. Então eu tive que dizer: ‘Ei, assim não soa muito bem, Demi. Você precisa pronunciar da maneira que falamos aqui.’ Depois incluímos Stefflon Don no coquetel. A música começou como uma brincadeira entre eu e MNEK quando a escrevemos — como se fosse um ‘Cha Cha Slide’, de 2017. Se eu fosse refazê-la eu mudaria a coreografia do vídeo. Eu queria algo realmente simples que todos pudessem entender. Eu preciso fazer uma outra música que também seja corporal.”


“Play” (with Years & Years)
“Olly [Alexander, vocalista do Years & Years] e eu temos as mesmas influências. Lembro que o primeiro verso que ele criou foi ‘How long ‘til you play me the song? [Quanto tempo até você tocar a música para mim?]’ Eu tive que parar um instante, pois achei que era de uma música da Sophie Ellis-Bextor!”


“100 Times”
“Os vocais do MNEK são insanos. Eu queria abordar esta música como uma faixa de clube, então perguntei se ele se importava em não ser creditado — e ele aceitou numa boa. Eu já tinha o refrão há muito tempo e estava tentando melhorá-lo há alguns anos com alguma vibe R&B. E a faixa ganhou vida com os vocais de MNEK. Estou trabalhando numa bela ‘club version’ no momento. Ah, e o sample logo no início é de Eyes Wide Shut. Ele diz: ‘I know I can’t be here, you just have to accept that’ [Eu sei que não posso estar aqui, e você precisa aceitar isso]. Acho que essa frase resume a vibe.”


“Breathe” (feat. Ina Wroldsen)
“Tivemos algum sucesso anteriormente com ‘Text From Your Ex’ para Tinie Tempah e, quando nos reunimos novamente, escrevemos o refrão para esta música. Mas lembro que levamos cinco horas e uma garrafa de vinho para conseguir realizá-lo. Nós fizemos o refrão e então [Ina] foi embora. Eu soube instantaneamente que o caminho era aquele, então o segui implacavelmente. Ela me enviava material da Noruega, mas eu estava achando eles muito sérios. ‘Ninguém quer dançar esse tipo de letra, Ina!’ Estávamos discutindo muito, então eu voei para a Noruega para terminar a faixa com ela. Ela é bem séria no estúdio, e com uma sinceridade norueguesa muito direta. Não me surpreende que ela seja a jurada malvada na versão norueguesa de X Factor! Mas ela é um gênio e eu aprendi bastante com ela, especialmente sobre o poder dos ganchos fonéticos. Eles são realmente importantes, cara, quando você quer que as coisas alcancem o mundo todo.”


“Cruel”
“Esta música se revelou de forma surpreendente. Eu acreditava que seria a música mais ignorada do álbum! Escrevi a faixa com Madison Love e Brett McLaughlin, além de Mark Ralph, que é meu braço direito. Inicialmente estávamos compondo uma música bastante pop, mas depois, nós voltamos a investir no vocal e de repente ela começou a ficar muito sombria. Foi aí que se tornou emocionante para mim. É uma musiquinha bem estranha: fala sobre ser horrível com o seu parceiro — mas de alguma forma isso parece um pouco atraente. É o nosso hit dominatrix. O hit sádico.”


“All Day and Night (Jax Jones & Martin Solveig Present Europa)” (with Martin Solveig & Madison Beer)
“Martin Solveig é um ícone. Eu simplesmente não conseguia acreditar que estava no estúdio e o cara estava lá me escutando. Na verdade a gente trabalha de maneira muito parecida —procurando sons interessantes e tentando criar algo a partir de um som bem obscuro. Esta é uma amostra da nossa banda em ação. Ele me ensinou a ser um DJ na Europa, pois antes de conhecê-lo eu não fazia shows muito legais. Na Europa é preciso ser mais rápido. Eles não têm um histórico de house como o nosso no Reino Unido, por isso eles querem ganchos mais longos e mais material comercial. Eu aprendi a ter mais pegada. Madison foi a cereja do bolo, mas eu me lembro quando ela perguntou pelo FaceTime se ela poderia mudar o tom. Martin falou: ‘Madison, você não pode fazer isso, senão vai mudar a música. Eu trabalhei com a Madonna num álbum inteiro e ela queria mudar o tom em todas as faixas. Eu disse não. Você precisa confiar em mim.’ E Madison confiou.”


“One Touch” (with Jess Glynne)
“Esta música significa muito para mim. Eu até tentei fazer com que Jess a cantasse no meu casamento. Na adolescência, eu pagava as contas tocando música gospel ao violão nas igrejas, por isso que colocar esse sentimento e essas inspirações em uma música foi importante para mim.”


“All 4 U”
“Sou eu cantando nesta música! Bem, somos um grupo cantando. Tratei o vocal como um vocal no estilo Hot Chip, que funciona como um complemento na música. É realmente especial. Nós escrevemos a faixa para um dos meus melhores amigos, cujo pai faleceu de repente. Em toda boa dance music, você tem uma vibe melancólica que é animada ao mesmo tempo. Eu acho que conseguimos alcançar isso nela. Também é esquisita — emotiva e bem piegas, mas também parece uma ‘lad song’. Tipo, nós quatro estávamos ao redor de um microfone, mandando ver, nos divertindo. Tem aquela pegada ‘pode chorar, cara, não se reprima’. Por baixo do nosso exterior duro, somos todos ursinhos de pelúcia.”


“This Is Real” (with Ella Henderson)
“Então, saca o seguinte: minha mulher foi a babá de Ella em Grimsby! Então, eu compus esta música com Ella anos atrás, mas foi uma situação esquisita. Eu não era ninguém e ela tinha apenas ‘Ghost’ e estava na Syco, que não permitia que ela a lançasse. Então peguei a faixa e [o single de 2015] ‘Yeah Yeah Yeah’ e assinei o contrato com a Polydor. Eles conseguiram convencer Selena Gomez a fazer o vocal — e ficou insano. Seria um grande momento: Selena em uma faixa de house e soando como uma diva. Você nunca ouviu Selena assim —10 segundos vazaram e seus fãs enlouqueceram. Mas ficou complicado e não rolou, apesar de ela ter amado. Fechar esse ciclo com Ella também é fantástico, e esta faixa merece atenção. É um refrão tão grande — nada no álbum se parece com ela. A faixa soa como a Inglaterra, e eu a adoro por causa disso.”


“Tequila Time (Outro)”
“Queria agradecer às pessoas certas, mas também dar a você algo para curtir através de um pedido de desculpas! É difícil agradecer de modo acertado sem parecer indulgente! Ou seja, eu não sou tão ruim quanto Kanye em ‘Last Call’, que dura 12 minutos, mas também não tenho nenhuma história épica envolvendo JAY-Z…”

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