Emicida
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Sobre Emicida

Foram várias as vezes em que Leandro Roque de Oliveira atravessara a cidade de São Paulo, da zona norte até a zona sul, para participar das primeiras batalhas de rimas da Santa Cruz. Foi lá que Leandro virou Emicida, uma junção dos termos "MC" e "homicida", dada à voracidade implacável com a qual ele detonava os adversários com versos improvisados. Claro, o nome artístico na época parecia assustador, mas foi justamente o sorriso de Leandro, ou Emicida, que ajudou a mudar este jogo.
Desde “Triunfo”, o primeiro sucesso, em 2008, o rapper conquista seu público com versos como “A rua é nóis”, criando uma sensação de comunidade e afago, e não de enfrentamento. O primeiro álbum Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até que Eu Cheguei Longe (2009), teve 10 mil cópias vendidas nas ruas, pelo rapper e pelo irmão, e o levou aos palcos dos primeiros festivais, incluindo o Rock in Rio e o Coachella (EUA).
Ao longo da sua discografia, Emicida busca aproximar o rap de outros gêneros. Em O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013) promoveu o encontro do rap com o samba do baterista Wilson das Neves, e com o rock de Pitty (ela está no hit "Hoje Cedo").
Inspirado por uma viagem para Cabo Verde e Angola, Emicida falou da diáspora africana em Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa... (2015), e criou pontes entre suas histórias e a música popular de Caetano Veloso e Vanessa da Mata (com quem gravou "Passarinhos", faixa que chegou a um público muito mais amplo do que o habitual).
Por isso, quando Emicida subiu ao palco do Theatro Municipal de São Paulo, em uma noite de novembro de 2019, para aqueles que seriam os primeiros shows da turnê do álbum AmarElo (2019), ele não estava sozinho. Levou consigo uma multidão e mais de 500 anos de história. Por conta da pandemia, a turnê não rolou e o show acabou sendo lançado como AmarElo (Ao Vivo). E, quando disse no palco a frase "nos lemos nos livros de história", o rapper não estava exagerando. O rap nacional tem duas fases: antes e depois de Leandro, ou Emicida.

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