12 Músicas, 42 minutos

NOTAS DOS EDITORES

"Não há melhor sensação do que aquela sentida logo após a composição de uma boa música", Lewis Capaldi confessa ao Apple Music. “Eu detesto passar horas no estúdio e acabar estragando algo que eu amava, para depois gastar horas tentando consertar." Hoje em dia, basta conhecer o cantor e compositor escocês, mesmo que seja só pelo Twitter, para saber que estamos lidando com um dos mais modestos astros do pop, qualidade que ele compartilha com Adele, que também aborda temas sobre corações partidos. A simplicidade dos singles “Bruises” e “Someone You Loved” preparam o terreno para o álbum de estreia de Capaldi, um trabalho corajoso sobre separação, formado por baladas tão monumentais que não precisaram de muitos ajustes no estúdio. Ele vai tentar nos convencer do contrário neste exclusivo guia faixa a faixa, mas temos nossas dúvidas.


“Grace”
“Não perdi nenhuma noite de sono pensando sobre a ordem das faixas. Dane-se. Eu queria que ‘Grace’ fosse a primeira música do álbum, simplesmente por começar com notas de piano acompanhadas pela minha voz. Não queria que tivesse uma intro. E eu adoraria dizer que esta foi uma escolha artística, mas estamos em 2019, e hoje em dia colocamos o refrão logo no começo da música. Eu queria apenas que fosse uma abertura impactante, que dissesse de imediato que este álbum é sensacional”.

“Bruises”
“O sucesso de ‘Bruises’ sempre me chocou. Foi a primeira música que eu fiz que tratava de uma experiência pessoal. Eu achei muito estranho quando a repercussão da música me levou a uma sala com um cara chamado James Earp [produtor], que me perguntou como eu estava me sentindo e eu tive de dar uma resposta honesta. Eu tinha acabado de terminar com a minha primeira namorada de fato, depois de dois anos de namoro, e estava voltando a viver sozinho. Estava achando bem estranho ficar solteiro. Esta música é o motivo pelo qual eu não estou desempregado jogando Playstation de cueca em casa.”

“Hold Me While You Wait”
“Eu adoro esta música, mas demorei muito tempo para finalizá-la. Deve ser a minha segunda música favorita deste álbum. Sim, é mais uma música triste. É sobre um relacionamento em que a outra pessoa não gostava tanto de mim. Ela procurava uma saída, mas, por alguma razão, estava incrivelmente indecisa. Eu, por alguma razão, achava isso ok. Hoje eu sei que isso é ridículo. Se alguém não quer ficar com você, termine com essa pessoa. Ou você vai acabar compondo um álbum sobre isso.”

“Someone You Loved”
“Um grande sucesso no Reino Unido e nem tanto nos outros lugares. É a última música que eu compus para este álbum. Simplesmente não conseguiria escrever mais outra música sobre o fim de um relacionamento com uma garota por quem eu não tinha mais nenhum sentimento. Fui pro estúdio com uns caras chamados TMS [o trio londrino de produtores e compositores Tom 'Froe' Barnes, Ben Kohn, e Peter 'Merf' Kelleher] e outro chamado RØMANS [o compositor Sam Roman], expliquei a música e disse que não queria mais compor sobre a minha vida de novo. Eles me mostraram outra saída. Nos últimos anos, diversas pessoas da minha família bateram as botas. E existem pessoas com quem eu não falo mais. Eu queria fazer uma música sobre o sentimento de perda e sobre perder alguém sem que isso fosse um relacionamento amoroso. Foi intencional fazê-la o mais abrangente possível.”

“Maybe”
“Mais uma música que entrou depois no álbum. Ela tinha um piano bem ‘Stay With Me’/’I’m Not the Only One’, de Sam Smith, o que é legal, mas qual o sentido de fazer isso quando já existem essas músicas super conhecidas? Então a gente quis colocar essa coisa nova, que é a guitarra. É um tipo diferente de música nem tão lenta, nem tão rápida que provavelmente você não escutou no álbum até agora. E então voltamos à programação normal.”

“Forever”
“Uma música sobre um encontro fictício. Eu imaginei o que diria a uma menina se a gente tivesse terminado um ano e meio antes e se esbarrasse bêbado numa balada. Sem nenhuma agressividade. É o que aconteceu com este álbum também: ele não foi pensado para ser um álbum sobre fim de relacionamento. Tem sido bem estranho falar sobre essa pessoa com quem terminei e de quem sou amigo agora. E ela não poderia estar menos interessada em mim. Mas não tem nenhuma música neste álbum que é tipo ‘Você fez isso comigo e você é uma pessoa horrível.”

“One”
“Eu queria fazer uma música de amor, mas obviamente eu queria me manter consistente, então tive que soar negativo. Um amigo tinha me mostrado um poema em que o cara estava agradecendo o ex-namorado que tinha terminado com a namorada dele. Eu achei que esse era um conceito legal. Isso me levou a pensar em ‘When I Was Your Man’, de Bruno Mars, e como ele estava se desculpando pela maneira como tratou a sua ex. Então na minha música sou eu falando da coisa mais romântica possível da maneira menos romântica possível. Basicamente é ‘Que bom que você não está namorando'".

“Don’t Get Me Wrong”
“Uma música que eu fiz com um amigo meu, Jamie Hartman. A gente já tinha composto junto ‘Hold me While You Wait’, e imaginamos o que poderíamos fazer para agitar as coisas. Eu não tinha nenhuma música como uma valsa, então a ideia de Jamie era tentar algo nesse sentido. É uma música sobre estar num relacionamento – de novo, caso você não tenha percebido ainda, eu sou meio especialista só nessa área --, e a sensação de estar sozinho é pior do que a de estar num relacionamento ruim.”

“Hollywood”
“A melhor música do álbum, sem dúvidas. É bem mais rápida do que muitas aqui. Ela soa alegre, mas é excessivamente o oposto. É muito depressiva. É sobre a primeira vez que eu fui a Los Angeles compor. Eu associava a minha ex-namorada ao ponto mais simples da minha vida, onde minhas únicas preocupações eram ir ao pub e não fazer bobagens. Eu adorei o tempo que passei lá, mas eu estava ficando preso aos meus próprios pensamentos e sendo um pouco estúpido. Meu empresário odeia esta música. Ela provavelmente nunca seria um single.”

“Lost on You”
“Esta foi a primeira música do tipo ‘A gente terminou, mas está tudo bem’. Eu só queria que alguém estivesse lá com ela. Porque eu estava viajando muito e estava longe fazendo isso. Eu queria que ela sentisse cada sentimento que quisesse sentir.”

“Fade”
“Esta provavelmente era a minha favorita antes de fazer ‘Hollywood’. É aqui que minha voz está melhor em todo o álbum. Eu a compus com Malay, que trabalhou com Frank Ocean. Ele era a minha primeira opção quando me perguntaram com quem eu queria colaborar, mas parecia bem improvável. A gente se falou depois de ‘Bruises’, e em uma semana estávamos em Nova York e esta música saiu. Trabalhar com alguém que você admira tanto é sempre perigoso, na minha opinião. Mas Malay é um cara adorável e incrivelmente gente boa.”

“Headspace”
“Se ‘Fade’ é o auge de todos esses sonhos que se realizam, foi importante que ‘Headspace’ viesse depois –e encerrasse o álbum. Eu fiz essa música quando tinha 17 anos. Era só um adolescente idiota gordinho sentado no seu quarto tocando guitarra, sem nenhuma ideia do que viria a acontecer com ele. Se fosse um filme, terminaria aqui. Terminaria no começo.”

NOTAS DOS EDITORES

"Não há melhor sensação do que aquela sentida logo após a composição de uma boa música", Lewis Capaldi confessa ao Apple Music. “Eu detesto passar horas no estúdio e acabar estragando algo que eu amava, para depois gastar horas tentando consertar." Hoje em dia, basta conhecer o cantor e compositor escocês, mesmo que seja só pelo Twitter, para saber que estamos lidando com um dos mais modestos astros do pop, qualidade que ele compartilha com Adele, que também aborda temas sobre corações partidos. A simplicidade dos singles “Bruises” e “Someone You Loved” preparam o terreno para o álbum de estreia de Capaldi, um trabalho corajoso sobre separação, formado por baladas tão monumentais que não precisaram de muitos ajustes no estúdio. Ele vai tentar nos convencer do contrário neste exclusivo guia faixa a faixa, mas temos nossas dúvidas.


“Grace”
“Não perdi nenhuma noite de sono pensando sobre a ordem das faixas. Dane-se. Eu queria que ‘Grace’ fosse a primeira música do álbum, simplesmente por começar com notas de piano acompanhadas pela minha voz. Não queria que tivesse uma intro. E eu adoraria dizer que esta foi uma escolha artística, mas estamos em 2019, e hoje em dia colocamos o refrão logo no começo da música. Eu queria apenas que fosse uma abertura impactante, que dissesse de imediato que este álbum é sensacional”.

“Bruises”
“O sucesso de ‘Bruises’ sempre me chocou. Foi a primeira música que eu fiz que tratava de uma experiência pessoal. Eu achei muito estranho quando a repercussão da música me levou a uma sala com um cara chamado James Earp [produtor], que me perguntou como eu estava me sentindo e eu tive de dar uma resposta honesta. Eu tinha acabado de terminar com a minha primeira namorada de fato, depois de dois anos de namoro, e estava voltando a viver sozinho. Estava achando bem estranho ficar solteiro. Esta música é o motivo pelo qual eu não estou desempregado jogando Playstation de cueca em casa.”

“Hold Me While You Wait”
“Eu adoro esta música, mas demorei muito tempo para finalizá-la. Deve ser a minha segunda música favorita deste álbum. Sim, é mais uma música triste. É sobre um relacionamento em que a outra pessoa não gostava tanto de mim. Ela procurava uma saída, mas, por alguma razão, estava incrivelmente indecisa. Eu, por alguma razão, achava isso ok. Hoje eu sei que isso é ridículo. Se alguém não quer ficar com você, termine com essa pessoa. Ou você vai acabar compondo um álbum sobre isso.”

“Someone You Loved”
“Um grande sucesso no Reino Unido e nem tanto nos outros lugares. É a última música que eu compus para este álbum. Simplesmente não conseguiria escrever mais outra música sobre o fim de um relacionamento com uma garota por quem eu não tinha mais nenhum sentimento. Fui pro estúdio com uns caras chamados TMS [o trio londrino de produtores e compositores Tom 'Froe' Barnes, Ben Kohn, e Peter 'Merf' Kelleher] e outro chamado RØMANS [o compositor Sam Roman], expliquei a música e disse que não queria mais compor sobre a minha vida de novo. Eles me mostraram outra saída. Nos últimos anos, diversas pessoas da minha família bateram as botas. E existem pessoas com quem eu não falo mais. Eu queria fazer uma música sobre o sentimento de perda e sobre perder alguém sem que isso fosse um relacionamento amoroso. Foi intencional fazê-la o mais abrangente possível.”

“Maybe”
“Mais uma música que entrou depois no álbum. Ela tinha um piano bem ‘Stay With Me’/’I’m Not the Only One’, de Sam Smith, o que é legal, mas qual o sentido de fazer isso quando já existem essas músicas super conhecidas? Então a gente quis colocar essa coisa nova, que é a guitarra. É um tipo diferente de música nem tão lenta, nem tão rápida que provavelmente você não escutou no álbum até agora. E então voltamos à programação normal.”

“Forever”
“Uma música sobre um encontro fictício. Eu imaginei o que diria a uma menina se a gente tivesse terminado um ano e meio antes e se esbarrasse bêbado numa balada. Sem nenhuma agressividade. É o que aconteceu com este álbum também: ele não foi pensado para ser um álbum sobre fim de relacionamento. Tem sido bem estranho falar sobre essa pessoa com quem terminei e de quem sou amigo agora. E ela não poderia estar menos interessada em mim. Mas não tem nenhuma música neste álbum que é tipo ‘Você fez isso comigo e você é uma pessoa horrível.”

“One”
“Eu queria fazer uma música de amor, mas obviamente eu queria me manter consistente, então tive que soar negativo. Um amigo tinha me mostrado um poema em que o cara estava agradecendo o ex-namorado que tinha terminado com a namorada dele. Eu achei que esse era um conceito legal. Isso me levou a pensar em ‘When I Was Your Man’, de Bruno Mars, e como ele estava se desculpando pela maneira como tratou a sua ex. Então na minha música sou eu falando da coisa mais romântica possível da maneira menos romântica possível. Basicamente é ‘Que bom que você não está namorando'".

“Don’t Get Me Wrong”
“Uma música que eu fiz com um amigo meu, Jamie Hartman. A gente já tinha composto junto ‘Hold me While You Wait’, e imaginamos o que poderíamos fazer para agitar as coisas. Eu não tinha nenhuma música como uma valsa, então a ideia de Jamie era tentar algo nesse sentido. É uma música sobre estar num relacionamento – de novo, caso você não tenha percebido ainda, eu sou meio especialista só nessa área --, e a sensação de estar sozinho é pior do que a de estar num relacionamento ruim.”

“Hollywood”
“A melhor música do álbum, sem dúvidas. É bem mais rápida do que muitas aqui. Ela soa alegre, mas é excessivamente o oposto. É muito depressiva. É sobre a primeira vez que eu fui a Los Angeles compor. Eu associava a minha ex-namorada ao ponto mais simples da minha vida, onde minhas únicas preocupações eram ir ao pub e não fazer bobagens. Eu adorei o tempo que passei lá, mas eu estava ficando preso aos meus próprios pensamentos e sendo um pouco estúpido. Meu empresário odeia esta música. Ela provavelmente nunca seria um single.”

“Lost on You”
“Esta foi a primeira música do tipo ‘A gente terminou, mas está tudo bem’. Eu só queria que alguém estivesse lá com ela. Porque eu estava viajando muito e estava longe fazendo isso. Eu queria que ela sentisse cada sentimento que quisesse sentir.”

“Fade”
“Esta provavelmente era a minha favorita antes de fazer ‘Hollywood’. É aqui que minha voz está melhor em todo o álbum. Eu a compus com Malay, que trabalhou com Frank Ocean. Ele era a minha primeira opção quando me perguntaram com quem eu queria colaborar, mas parecia bem improvável. A gente se falou depois de ‘Bruises’, e em uma semana estávamos em Nova York e esta música saiu. Trabalhar com alguém que você admira tanto é sempre perigoso, na minha opinião. Mas Malay é um cara adorável e incrivelmente gente boa.”

“Headspace”
“Se ‘Fade’ é o auge de todos esses sonhos que se realizam, foi importante que ‘Headspace’ viesse depois –e encerrasse o álbum. Eu fiz essa música quando tinha 17 anos. Era só um adolescente idiota gordinho sentado no seu quarto tocando guitarra, sem nenhuma ideia do que viria a acontecer com ele. Se fosse um filme, terminaria aqui. Terminaria no começo.”

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