Notas dos editores Em seu novo álbum de estúdio, A Bolha, Vitor Kley mostra aos fãs um lado mais maduro onde explora sonoridades diferentes das dos seus trabalhos anteriores. O trabalho, mais ousado, é fruto do momento em que ele vive e da parceria com Rick Bonadio, com quem “se trancou” durante cerca de quatro meses no estúdio montado no apartamento do produtor, curiosamente apelidado de… “A Bolha Estúdios”.

“Ele [Rick Bonadio] foi o Quincy Jones brasileiro deste álbum. O cara botou cordas, metais, uns arranjos muito loucos. O bicho realmente destruiu, foi um monstro”, conta Vitor ao Apple Music. O cantor ficou praticamente morando no apartamento de Bonadio, dormindo no quarto do filho dele, e a sintonia estreitou os laços de amizade entre eles. “É uma relação muito forte que a gente criou, o bicho me chama de filho, eu chamo ele de pai, e é isso. A gente viveu esses momentos juntos e foi muito incrível. Tá um bagulho que nem sei descrever, porque não me lembro de nenhum disco parecido na música brasileira, tá ligado?”

Com uma carreira em ascensão, Kley quis mostrar em A Bolha que pode ir muito além musicalmente. “Acho estranho tu chegar e repetir o seu trabalho. A mesma coisa que você pegar ‘Adrenalizou’ (2018) e falar: ‘Beleza, vou fazer um disco inteiro igual, vou tentar fazer uma ‘O Sol’, uma ‘Morena’, uma ‘Adrenalizou’, uma ‘Como se Fosse Ontem’’. Meu, pra quê se já existe, tá ligado?”, afirma o músico. “Tô feliz pra caramba. Muita gente que vive perto de mim fala: ‘Pô, parece que as pessoas não conhecem quem tu é, tá ligado?’. Há algum tempo falavam isso e, agora, com ‘A Bolha’, mostro pras pessoas, e os caras olham pra mim e falam: ‘Agora a rapaziada vai ver o que tu gosta de ouvir e o que tu curte’.”

Além das participações de Vitão ("Jacarandá") e Jão ("Dúvida"), Vitor Kley contou com Daniel Weksler (NX Zero) tocando bateria em algumas faixas. “Ele gravou ‘O Sol’, e me conhece da época em que eu tava lá no estúdio, escrevendo música pra outros artistas, gravando violão pra outros caras, quando as paradas ainda não tinham dado certo. Então ele tava lá nessa época e, quando dá para voltar a ter essas pessoas em um trabalho novo, em outra fase da vida, é muito massa, porque tu meio que revive momentos antigos, só que em uma fase melhor”, explica Kley, que também contou com a presença da amiga Ana Caetano (Anavitória) dando alguns pitacos e dicas no estúdio. “Ela é uma pessoa que me conhece muito bem, que sabe quem eu sou. Ela sempre botou pilha pra eu ser eu, cada vez mais, então se eu tô me dedicando muito em A Bolha, me soltando e tendo esta segurança, grande parte disso foi a Ana que botou em mim.”

“A segurança é bem maior até porque neste disco dediquei tudo o que tinha dentro de mim, toda energia, toda força que eu tinha. Pra mim, ele já é um sucesso, só de ver ele indo pro mundo já é um sucesso. Eu tô numa alegria gigante de ver aquela capa, de ver o roxo, de ver a ordem das músicas, o nome das músicas, isso já é uma realização de um sonho mesmo”, comemora o artista.

Abaixo, Vitor Kley comenta cada uma das faixas de A Bolha:

“Ainda Bem que Chegou”
“Falando da composição, sempre fui um cara que sempre falava pros amigos: ‘Acho que vou ficar sozinho, tô de boa, tranquilão sozinho, tô curtindo’. Aí, de repente, chega uma pessoa e muda a cabeça do cara, a fase da vida do cara, faz o coração bater mais forte. Ela já começa ao pé da letra, né: ‘Fazia tempo que não sentia o meu peito bater daquele jeito de levantar a camiseta’. De tanto que bate, a camiseta chega a levantar, igual desenho animado. Sou um cara que fica vermelho pra caramba quando alguém me pega e fala, ‘ah é, tu tá se dando bem com não sei quem’. Fico vermelho, não consigo disfarçar. Depois falo da bochecha vermelha [na letra], que é bem a minha cara. Acho que essa música gruda bastante, é aquela música que, tipo assim, o cara não conhece e tá no show, vai chegar no segundo refrão, ele vai tá cantando: ‘Ainda Bem que Chegou ôôô’. Ele vai tá cantando. É o grude. Acho que ela também vai ser muito boa pra quando você pedir um rango na tua casa, e esse rango chegar, você vai falar: ‘Ainda Bem que Chegou ôôô’ [risos]. Aquela coisa que fica na cabeça. Particularmente, amo o arranjo dela, que é pra cima pra caramba, tem metais, tem batera, tem um baixo lindo. Aí tem as linhas de cordas ali, meio Quincy Jones, que o Rick botou. Acho que ela é bem música de abertura de show, pra já começar no astral.”

“Jacarandá (feat. Vitão)”
“Meu, falando do Vitão, o cara é muito incrível, ele canta pra caramba, toca demais, ele é muito musical. Lembro que o vi fazendo um cover de ‘O Sol’, nas antigas, fiquei felizão: ‘Pô, que moleque que manda bem pra caramba’. Anos depois, ele estourou; é muito legal. Sempre senti uma conexão musical muito forte entre ele e eu, não só uma conexão de cabelo, mas também musical [risos]. Quando eu escrevi ‘Jacarandá’, escrevi com um amigo meu lá em Itajaí (SC), a gente escreveu e quando a gente acabou a música, falei: ‘Meu, parece que escutei a voz do Vitão nessa música, parece que ele tá cantando aqui com a gente’. Não deu outra, quando ela entrou no disco, falei pro Rick: ‘Deixa eu chamar o cara, que essa música foi feita pra ele cantar’. Acho que deu supercerto, ficou bem a cara dele e ao mesmo tempo a minha cara também. É uma música pra embalar mesmo, para botar pra dançar, fazer a pista ferver. No show acho que ela vai ser incrível também. E ela tem cara de rádio mesmo, na minha opinião, é bem radiofônica. É a música mais pop do álbum.”

“Menina Linda”
“A Ana [Caetano, do duo Anavitória], quando ouviu ‘Menina Linda’, falou: ‘Mano, essa é hit de rádio’. Ela falou: ‘Vitor Kley fazendo seus refrãos hit de rádio’. Ela brincou assim [risos] e achou muito radiofônica. Mas é uma música que tem um groovão, né? Nos shows, a gente fazia um medley de ‘Deixe-me Ir’ [da 1Kilo] com ‘Tem Café’ [do Gaab]; era uma releitura em que a gente mesmo criou o groove. Um dia, no ensaio com a banda, a gente gravou o groove, que ficou tão animal em cima dessa música que falei: ‘Velho, preciso escrever alguma coisa em cima desse groove, e surgiu ‘Menina Linda’. É um groove muito bom, o violão começa ali, sei lá, na minha opinião, um violão que acho que tem até uma identidade minha. Aquele violão de praia mesmo, litorâneo, que é bem a minha vibe, minha identidade. Depois vem a banda em cima, com o baixo ali marcando, pulsando; acho muito da hora, porque ela me remete um pouco a Sticky Fingers, que é uma banda da qual gosto muito. Sempre que a escuto, acho que tem uma coisinha de Sticky Fingers nas melodias, ela começa com um falsete da minha voz, com um filtro muito louco que a gente colocou na produção, e que ficou muito massa. Acho que é uma música que tem total potencial pra botar a galera para cantar porque é muito fácil: ‘Menina Linda, me conte mais sobre seus voos’. Tipo, consigo ver o público cantando, sabe?”

“Anjo ou Mulher”
“Esta é um samba rock. É uma doideira, porque é uma das favoritas do Rick, se não for a que ele mais gosta. A música tem um groovão e já entra na lata, já colocando a galera pra dançar. Acho massa que a gente foi ousado mesmo, botamos cavaquinho, metais, colocamos uma cuíca, porque ela tem essa cara de samba-rock. No início, a gente até pensou em chamar, tipo, o Seu Jorge, o Zeca Pagodinho pra cantar, mas acabou que não rolou e aí o Rick até falou: ‘Quer saber? Acho que esta música é tão massa pra tu cantar sozinho, vai lá e dá-lhe pau sozinho mesmo’. Acabou que cantei sozinho mesmo e acho que ela é linda, porque é uma música que fala mesmo da Carol [Loureiro, atriz portuguesa, namorada do Vitor]. Eu até brinco, no meio da música, e falo: ‘Saiu da novela e apareceu lá em casa’. A Carol saiu da novela, lá em Portugal, e veio virar minha mina, tá ligado? Ela é tão especial, é uma pessoa tão massa, que fico pensando: ‘Essa daí papai do céu enviou pra mim e fui presenteado mesmo.”

“O Amor É o Segredo”
“‘O Amor É o Segredo’ é especial pra caramba. Tipo, eu fiquei meio triste, porque a gente estava para lançar o álbum em abril, tá ligado, já tava tudo certo, em tempos normais, e aí veio a pandemia… Não fazia mais sentido. E ‘O Amor É o Segredo’ meio que foi o recado que falou assim: ‘Meu, não, eu tô aqui, sou uma mensagem boa, posso ser o single, posso ser o início da Bolha, manda essa mensagem pro mundo, velho’. A gente a lançou como single justamente por isso. Acho que como as músicas já estavam prontas, e ela tinha essa harmonia, essa mensagem muito bem colocada ali, ela foi um abraço e tanto pra galera em meio a tanto caos, nesses tempos sombrios. Ela sempre vai ter um sabor especial, porque foi histórico o bagulho, uma nuvem horrível em cima do mundo, todo mundo triste e tal, e vem uma mensagem dessa como ‘O Amor É o Segredo’. Ela foi escrita antes da pandemia, mas, ao mesmo tempo, é muito atual no meio disso tudo. Falando do arranjo, acho maravilhoso. Com o arranjo de cordas, o Rick quebrou a vala neste som; ele mandou ver.”

“Ponto de Paz”
“Ela tem um sax à la Supertramp. É muito louco, porque o Rick programou esse sax na casa dele, em MIDI. Ele gravou no tecladinho dele mesmo e falou: ‘Cara, se liga nisso’. Falei: ‘Cara, que doidera que deu, ficou o riff da música mesmo’. Aí ele falou: ‘Mano, vamos gravar de verdade’, e chamou o Milton Guedes para gravar. Velho, o cara foi gravar, meu Deus, que sonzeira, o bicho debulha. Metade da música é a letra, o refrão, e metade da música é o Milton Guedes no sax quebrando tudo. Não dá nem vontade de cantar para deixar só o cara ali tocando, porque é muito lindo, tá louco. E, tipo assim, ‘Ponto de Paz’ é especial, porque ela diz muito… Eu a escrevi inicialmente pro Rick e pra Paulinha, porque ela estava numa gravidez bem instável, às vezes ela tava alegre, às vezes, triste e tal. E eu vivi isso com eles, sentia que ele era mesmo o ponto de paz dela. Depois, fui botando algumas coisas da minha caminhada, com o meu irmão, meio que falando frases que a gente tem como filosofia no nosso trabalho, na nossa carreira, com a nossa equipe, e coisas em que a gente acredita na vida, assim, do osso ao filé mignon, e que a gente sempre fala; quem tiver junto tem que ser do osso ao filé mignon. Tem aquela outra parte que fala: ‘Mantenha o foco na missão, faça o que te faz feliz, com amor no coração’. Então é: mantenha o foco no que quer fazer e vá em frente. Tem uma parte ali que fala: ‘Quando uma estourar, as outras tudo vão estourar também’. Essa é uma parte muito forte da música, que fala um pouco da nossa história, que a gente sempre acreditou nisso, quando uma acontecesse, as outras todas iriam atrás.”

“A Bolha”
“‘A Bolha’ é um rock’n’roll louco. A galera vai ouvir e falar: ‘Meu Deus, o que o bicho tá fazendo? Bicho maluco da cabeça’. Mas é porque, meu, gosto pra caramba de rock e essa música tem o veneno, tem um pouquinho de veneno na letra. Ela é uma músicas que, quando criei, eu já a imaginava assim, pra frente, quebradeira, pra fazer a galera pular no show. Ela recebe o título porque é: ‘Me deixe só nessa bolha, o meu sonho é bom e eu não quero acordar’. Sou eu dizendo: ‘vivi coisas que acho lindo e me deixa aqui, não quero ser igual às pessoas, não quero ser igual a ninguém, quero ser eu’. Quero acreditar nas coisas em que eu acredito, sabe? Então me deixa aqui, porque a minha bolha é muito boa. Acho ela muito especial, porque sinto que no show ela vai ser uma loucura geral.”

“O Tempo”
“‘O Tempo’ é ‘Farol’ parte 2. É uma música que, meu, tem cordas pra caramba, violão na cara, batera gravada pelo Dani [Weksler, do NX Zero]. Então é puro sentimento, sinto que ela tem um quê de ‘Farol’, mas ela é mais pra frente que ‘Farol’, é uma música que caberia muito bem em um filme, ou em um momento de novela, que é meio emocionante assim. Particularmente, curto muito. Lembra um pouco aquela ‘Iris’, do Goo Goo Dolls, sabe? A música tem um pouco essa vibe e a parte ‘C’ dela acho maravilhosa, tem as cordas que mudam um pouco a harmonia. Acho que as pessoas que passam por um momento complicado vão entender bem a mensagem da música. Tem a metáfora: ‘Será que chove lá fora ou será que a tempestade é aqui dentro?’. Às vezes, o problema não é o tempo lá fora, não são as coisas que a gente fala que estão acontecendo lá fora, mas é dentro da gente que tem algumas coisas sombrias que precisam ser resolvidas. Então acho que ela é uma música muito especial e acho que ela é uma pedrada, particularmente falando.”

“Sua Falta”
“Esta aí é louca, porque, no álbum todo, o Rick me deu muita liberdade pra tocar guitarra e tal, foi muito massa; a gente ficou ali mesmo, imerso, então nós mesmos gravamos as coisas. Se não me engano, em ‘Sua Falta’ tem algumas guitarras que o Fernandinho gravou também. Mas a música é uma das minhas favoritas, porque ela tem um quê de melancolia; acho linda a melodia do assobio que entra junto com a linha do violão. É linda, linda, tu vai ouvir e vai ver, ela bate de um jeito forte. Aí, quando entra a banda, já vem aquela frase: ‘Olha no fundo dos meus olhos e diz, com todas as verdades’. É como quem diz: ‘Caraca, velho, chegou pra dar o recado mesmo’. Olha pra mim e fala a real: ‘qual é que é?’ É um desabafo mesmo, do cara que tá se sentindo um pouco só e tal, em casa, mas é massa; essa música tem uma profundidade muito grande, é muito forte mesmo.”

“Retina”
“Essa é meio Red Hot Chili Peppers, meio Califa assim. Também gravei ‘guita’ nela. São umas guitarras sujonas; ela é bem ‘groovada’ e suja, com um pouco de distorção, e o Rick quebrou a vala nos scratches, ficou animal. Quando ele começou a fazer aquele solo de scratch, falei: ‘Que p**** é essa? Ficou muito f***. É uma música da qual eu, particularmente, gosto muito, porque gosto desse groove meio ‘Dani California’, do Red Hot, tá ligado? É animal essa vibe. E cara, sou eu mais uma vez me atirando um pouco nas ‘guitas’. Nesta música, em particular, não tem nada de violão; zero violão. É só guitarra mesmo que puxa a música. E, caramba, gravar essas guitarras… ficou uma sonzeira o timbre, ficou lindo. Escrevi ‘Retina’ com um brother meu chamado Fernando Dutra. Ele que me deu a frase: ‘Minha retina já gravou você’. Acho essa frase f***, tá ligado? E é meio coisa de moleque do surfe; eu era mais adolescente quando fiz essa música, faz alguns anos, e ela é cheia de gíria da galera do surfe, fala umas paradas, uma mensagem muito louca, tem uma frase que é animal, de que gosto, que é: ‘Saiba bem que a saudade é nossa alma, dizendo para onde ela quer voltar’. Eu amo essa frase. Outra frase que adoro é: ‘Saiba que a felicidade é o privilégio dos ignorantes’. Então é muito da hora ter essas frases nessa música porque, sei lá, são frases que eu tatuaria fácil no meu corpo e ‘Retina’ tem essa frases de que gosto, tá ligado?”

“Dúvida (feat. Jão)”
“O Jão é especialíssimo, né? O cara é um príncipe. Eu brinco com ele que ele é o príncipe da noite e eu sou o príncipe do dia. A gente sempre se deu muito bem. Nos encontrávamos por aí nos rolês de rádio, televisão, aeroporto, e sempre tivemos uma conexão muito forte. Lembro que teve uma roda de violão uma vez, que toquei violão e ele cantou uma música dele. Lembro que foi: ‘Vou morrer sozinho’. A gente tava na roda de violão, tirei a música na hora e começamos a tocar juntos, viramos amigos e começamos a conviver em alguns momentos. Aí, quando veio ‘Dúvida’, levei um tempo pra perceber, mas quando pensei nele, falei: ‘É isso, é o Jão, velho. É esse cara’. Ele tem um quê de sofrimento, e ‘Dúvida’ é aquela música um pouco sofrida. Quando ele topou cantar, foi lindo, e acho que esta música é um desafio muito grande pra nós, porque ela tem uma mudança harmônica grande. É uma música que, talvez, a primeira vez que você for ouvir, vai achar meio doida, mas depois você vai ouvindo mais, e cada vez mais você vai gostando dela, ela vai fluindo, sabe? A letra de ‘Dúvida’ é a favorita da Ana [Caetano]. Ela tem uma letra muito f*** e, tipo assim, te leva pra lugares que surpreendem. A todo instante a música tá te surpreendendo; começa ali com uma harmonia onde tem um mi, e do nada vem um sol com sétima maior. E do nada vem um acorde que nem sei te dizer qual é, porque é um acorde louco, que me surgiu na hora: ‘Eu me cansei de dúvidaaa, não quero dúvidaaaa’. Ela dá essa quebrada e é lindo. De repente vem o refrão pop: ‘Por que você não vem e tira logo essa dúvida’. Aí já virou pop e, de repente, ela já volta para aquela doideira, e depois vem a parte C que, sei lá, é o ápice da música. Ela tem um silêncio uma hora que fala: ‘o silêncio’. Fica um silêncio absoluto e de repente a música volta pro gran finale e tem um solo de guitarra épico. Meu Deus, essa música é demais [risos]. ‘Dúvida’ realmente é a dúvida, é o cara falando: ‘Qual é que é, meu? Toma uma atitude logo. Vamos fazer isso logo, vamos fazer isso acontecer logo, que eu tô aqui batendo cabeça e não quero mais ficar assim.”

“Vai na Fé”
“Esta é a minha favorita no momento. Quando ela começa com aquele coral, ela já ganha meu coração, tá ligado? Uau velho, que f***, tá ligado? E é uma música pela qual tenho um carinho especial, porque ela tem um pezinho no R&B e tem uma letra que é a carreira mesmo. As coisas que ela começa dizendo ali: ‘Moleque ou mulher, vai na fé, não desiste. O universo vê, quem por muito tempo insiste. Eu sei, já passei por isso alguma vez’. Pô, já passamos por isso, mas o universo tá ali acompanhando quem batalha, quem corre atrás, quem persiste, né? E aí o refrão é: ‘Vai na fé, segue o teu caminho, aprende a andar sozinho, que o tempo dá o seu valor. Vai na fé, na vida a gente vence quando espalha o bem e o amor’. Então é muito f*** essa conexão das palavras; fui muito feliz em fazer este som, o arranjo que o Rick colocou é maravilhoso, tem cordas, tem o coral… Quando criei ‘Vai na Fé’, já imaginava o coral, de igreja, ali junto, e ficou exatamente como eu imaginava. Agradeço muito ao Rick por ter me dado a oportunidade de realizar esse sonho.”

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